Energia
Energia

Redução de consumos e otimização de energia na adega

Na produção vitivinícola, nomeadamente numa adega, é a eletricidade o principal uso de energia. Já o processo que consome mais energia nas operações de uma adega é o de refrigeração, devido à importância em operar a temperaturas muito abaixo da temperatura ambiente para garantir a qualidade do produto, reduzindo-o a baixas temperaturas para decantação e remoção do calor produzido por fermentação.

 

 

Depois da refrigeração, a sazonalidade da produção é outro fator que faz com que a utilização da energia aumente. Devido ao calendário de colheita, o consumo de energia apresenta um pico entre os meses de Agosto e Outubro, período que inclui a receção da uva e os principais processos de produção do vinho. No resto do ano, muitas adegas têm um consumo energético reduzido, associado aos processos de armazenamento e expedição, assim como a atividades auxiliares: escritórios, ar condicionado, etc.

 

Um terceiro aspeto também específico das adegas é o envelhecimento de determinados tipos de vinho, nomeadamente os tintos. O período de envelhecimento pode variar de poucos dias até anos; pode fazer-se em barricas, em garrafas, ou em tanques de aço inoxidável ou mesmo de cimento. Os efeitos deste processo no consumo de energia podem ser muito importantes, uma vez que o vinho envelhece em condições controladas de temperatura e humidade, geralmente requerendo máquinas de frio ou bombas de calor durante largos períodos de tempo.

 

A verdade é que a energia representa um custo variável e não uma sobrecarga. Como tal, uma melhor gestão permitirá conhecer e compreender:

  • Os impactos de custos de energia na linha de produção;
  • Como a energia é utilizada no negócio;
  • Formas de reduzir o consumo de energia bem como as emissões de gases com efeito de estufas que dela resultam.

 

A gestão de energia e a eficiência energética são a chave para uma melhoria na produtividade, na qualidade e na melhoria da imagem pública. Uma ferramenta central para uma boa gestão de energia são as auditorias de energia.

 

A auditoria de energia consiste num levantamento aprofundado da situação energética, baseada na análise da quantidade de energia utilizada em cada uma das operações do processo vinícola. Os dados recolhidos na auditoria energética irão permitir estabelecer um conjunto de medidas que visem reduzir os consumos energéticos da empresa. Deste modo, a auditoria energética irá permitir fornecer informações específicas e identificar as possibilidades reais de economias de energia, consistindo basicamente num exame crítico da forma como é utilizada a energia com base nos registos, tanto quanto possível rigorosos, dos consumos e custos.

 

Uma auditoria energética tem por regra geral os seguintes objetivos:
  • Quantificar os consumos e custos por forma de energia;
  • Examinar o modo como a energia é utilizada na instalação;
  • Determinar os consumos de energia por sector, processo ou equipamento;
  • Examinar detalhadamente o modo como a energia é utilizada;
  • Identificar situações de desperdício de energia;
  • Propor medidas corretivas e analisar técnica e economicamente as soluções encontradas.
 
 

 

 

Para melhorar a eficiência energética nas adegas, existem alternativas tecnológicas. Além da aquisição de equipamentos modernos de alta eficiência, existem várias outras opções para melhorar os sistemas nas adegas, tais como:

  • Eficiência energética nos processos de frio;
  • Envelhecimento eficiente em barricas;
  • Isolamento;
  • Iluminação;
  • Baterias de condensadores para redução da potência reativa.

 

O PSVA promove a redução do consumo de energia através de boas práticas de gestão de energia:

  • Reduzir o consumo de energia e os custos associados;
  • Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa relacionados com a energia;
  • Aliviar transformadores elétricos e circuitos sobrecarregados, ou refrigeração e outros equipamentos de serviço;
  • Transitar para fontes de energia com baixo impacto ambiental.